Alessandro Pasqualotto figura entre os os 2% de cientistas com maior impacto em sua área de atuação.
O infectologista Alessandro Comarú Pasqualotto, chefe do Serviço de Infectologia da Santa Casa de Porto Alegre e professor da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), está novamente entre os pesquisadores mais influentes do mundo, segundo o World’s Top 2% Scientist List, ranking elaborado pela Universidade de Stanford em parceria com a editora Elsevier.
O levantamento reconhece os 2% de cientistas com maior impacto em suas áreas de atuação, com base em indicadores como número de citações e relevância das publicações científicas. Pasqualotto integra as duas categorias avaliadas – de impacto ao longo da carreira e de desempenho no último ano –, reforçando sua contribuição de destaque para o avanço da pesquisa em infectologia no Brasil e no mundo.
Financiamento internacional
Além do reconhecimento científico, o médico acaba de conquistar um dos financiamentos de pesquisa mais prestigiados do mundo, o grant R01 do National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos. O projeto apoiará o maior estudo global em pacientes com histoplasmose, conduzido em parceria entre a UFCSPA e a University of Minnesota, com potencial para influenciar futuras diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A pesquisa dá continuidade a um trabalho iniciado em 2019, quando o infectologista passou a liderar um estudo internacional voltado ao desenvolvimento de um novo tipo de tratamento para a histoplasmose em pacientes que vivem com HIV. O objetivo é avaliar a viabilidade de um modelo de cuidado capaz de detectar precocemente e tratar rapidamente casos de AIDS avançada, reduzindo complicações e o risco de morte. Os primeiros resultados, publicados na prestigiada revista Clinical Infectious Diseases, órgão oficial da Sociedade Americana de Doenças Infecciosas, demonstraram não apenas a eficácia do novo modelo de tratamento, mas também o controle da doença com uma única dose do medicamento testado.
“Não é todo dia que um pesquisador brasileiro conquista um edital desse porte. Sair da zona de conforto e me afastar do Brasil e, sobretudo, da minha família foi um desafio enorme. Mas me sinto recompensado, porque crescer exige não apenas esforço, mas também foco, renúncia, dedicação, resiliência e muito trabalho em equipe. Esse, sem dúvida, é resultado da colaboração com minha equipe e de toda a rede brasileira de histoplasmose”, destaca Pasqualotto.
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